Sobre

O Instituto Ekko Brasil

Criado em 2004, em Santa Catarina, o Instituto Ekko Brasil (IEB) é uma organização não governamental cujo objetivo é coordenar e apoiar projetos que tenham como foco a conservação da biodiversidade e o turismo de conservação. O IEB atua através da pesquisa e da mobilização social, como forma de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades, deixando um legado positivo às gerações futuras. Para tanto o Instituto é regido por um estatuto social definido e aprovado em 23 de outubro de 2004. 

O Instituto Ekko Brasil é uma OSCIP, você sabe o que é isso?

Grande parte das pessoas não sabe a diferença entre ONG, Oscip, Entidade Filantrópica, Entidade de Utilidade Pública, entre outras. Hoje em dia, o termo mais utilizado para designar todo este rol de instituições, na maioria independente, é ONG, ou seja, Organização Não-Governamental. OSCIPs são ONGs criadas por iniciativa privada, que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal ao comprovar o cumprimento de certos requisitos, especialmente aqueles derivados de normas de transparência administrativas. Trata-se, de uma entidade privada, sem fins lucrativos e com finalidade pública. Uma organização dessas não substitui o Estado – apenas complementa suas ações e o auxilia a resolver problemas socioambientais.

Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) têm toda autonomia administrativa e financeira, regendo-se por legislação específica, podendo firmar convênios, contratos, termos de parceria, termos de cooperação e articularem-se de forma conveniente, com órgãos ou entidades públicas e privadas, assim como, com empresas e instituições nacionais e estrangeiras. As relações do IEB com o poder público são regidas pelo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil. O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) é uma agenda política ampla que tem o objetivo de aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às Organizações da Sociedade Civil e suas relações de parceria com o Estado. Inspirada na Lei da Ficha Limpa eleitoral, o Marco Regulatório propõe que as organizações e os dirigentes que tenham utilizado dinheiro público indevidamente em projetos anteriores fiquem impedidos de assinar novas parcerias.

Os valores do IEB são baseados no trabalho sério, independente e organizado, aplicados no planejamento e gerenciamento dos recursos financeiros disponíveis. As informações geradas servem para subsidiar ações voltadas para a conservação ambiental e melhoria da qualidade de vida, com ética, responsabilidade e honestidade. No ambiente de trabalho as ações são multi e interdisciplinares, onde as diferenças de cada um são evidenciadas e somadas, de forma a criar um ambiente de trabalho saudável e produtivo. Para tanto o IEB segue as boas práticas do PMBOK em todos os projetos desenvolvidos, sempre ciente da Lei No 12.846, além de regularmente discutir e registrar assuntos relevantes em Atas de Assembléia Geral.

O IEB, como captador de recurso e doações, tem como princípios fundamentais a integridade, transparência, respeito à informação, honestidade em relação à intenção do doador, e compromisso com a missão da organização parceira, privada ou pública. Todos os integrantes do IEB, diretoria e projetos, devem segui­r estes princípios de forma incondicional. Dessa forma, o IEB respeita, também de forma incondicional, a legislação vigente no País, acatando todas as leis federais, estaduais e municipais aplicáveis ao exercício das funções, cuidando para que não haja, em nenhuma etapa de seu trabalho, qualquer ato ilícito ou de improbidade das partes envolvidas. Nos projetos, todos os integrantes da equipe recebem aquilo previamente acordado em contrato, não aceitando, sob nenhuma justificativa, o comissionamento baseado em resultados obtidos.

O Projeto Lontra

Eis o principal e mais antigo projeto de pesquisa e conservação desenvolvido pelo Instituto Ekko Brasil. É ele o responsável por toda a mobilização e esforço dispensados na idealização e concretização da criação do próprio Instituto. O Projeto Lontra tem quase 30 anos de história. Atualmente, as ações do Projeto abrangem a recuperação, conservação e ampliação do conhecimento técnico de lontras e outros integrantes da família Mustelidae. Os trabalhos são realizados através de dois Centros de Pesquisa, Conservação e Educação Ambiental em dois importantes biomas, um na Mata Atlântica e outro no Pantanal.

O Projeto tem a base principal situada na Ilha de Santa Catarina. Desde 2013, o Projeto Lontra possui uma base no Pantanal do Mato Grosso do Sul, na cidade de Aquidauana, onde também realiza pesquisa com as lontras e ariranhas selvagens. Em todos esses locais, o projeto, através da mobilização social, procura atingir pessoas de todas as idades para que elas possam entender a importância da conservação da biodiversidade.

O Projeto objetiva a recuperação e conservação da lontra neotropical (Lontra longicaudis) e da ariranha (Pteronura brasiliensis). O Projeto como um todo segue as boas práticas do PMBOK© e é organizado na forma de subprojetos, integrado entre si e tendo a mobilização social como tema transversal entre eles, de forma a atingir diferentes públicos com foco nas mulheres, negros, indígenas, comunidades tradicionais, crianças e jovens. A metodologia para as áreas de estudo do bioma Mata Atlântica e Pantanal inclui o geoprocessamento associado às coletas de dados em campo. 

A mobilização socioambiental e a educação ambiental são vistas como ferramentas para se atingir às várias metas propostas e estão intimamente integradas às pesquisas, objetivos e cronograma de execução. O turismo de conservação no Pantanal e Mata Atlântica, as mudanças climáticas, a conservação da água, e a conservação da biodiversidade, representam os temas principais abordados na Educação Ambiental, foco do tema transversal do Projeto. Através do tema transversal busca-se a co-participação e a co-responsabilidade da comunidade para com o Projeto, por meio de ações que possam levar a ganhos econômicos e melhoria de qualidade de vida, associados a conservação da biodiversidade.  Dessa forma, o conhecimento produzido é utilizado para a modificação de uma realidade adversa, com o envolvimento ativo dos pesquisadores (pesquisa-ação) e apoio técnico institucional. Por exemplo, a proposta do turismo de conservação é fundamentada na auto-sustentabilidade e na geração de informações.  Esses aspectos podem ser empregados para auxiliar no planejamento e gestão dos recursos naturais, além de ajudar na geração de empregos indiretos para os atores locais. A estratégia de comunicação tem por objetivo informar, de forma clara e compreensiva, o valor do projeto, ou seja, o que o projeto, por meio de suas atividades, sub-projetos, produtos e serviços, tem para oferecer ao seu público-alvo (stakeholders). Os resultados esperados incluem a criação de bancos de dados sócio-econômicos e ambientais, o estudo da densidade e distribuição de ariranhas e lontras, o conhecimento do efeito do cativeiro no stress do animal, a determinação da maturidade sexual da espécie, o entendimento dos padrões etológicos, natos e inatos, dos indivíduos em cativeiro, além de procurar criar um sentimento de responsabilidade social quanto aos problemas enfrentados ou a serem enfrentados.