O Instituto Ekko Brasil

Criado em 2004, em Santa Catarina, o Instituto Ekko Brasil (IEB) é uma organização não governamental cujo objetivo é coordenar e apoiar projetos que tenham como foco a conservação da biodiversidade e o turismo de conservação. O IEB atua através da pesquisa e da mobilização social, como forma de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades, deixando um legado positivo às gerações futuras.

O Instituto Ekko Brasil é uma OSCIP, você sabe o que é isso?

Grande parte das pessoas não sabe a diferença entre ONG, Oscip, Entidade Filantrópica, Entidade de Utilidade Pública, entre outras. Hoje em dia, o termo mais utilizado para designar todo este rol de instituições, na maioria independente, é ONG, ou seja, Organização Não-Governamental. OSCIPs são ONGs criadas por iniciativa privada, que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal ao comprovar o cumprimento de certos requisitos, especialmente aqueles derivados de normas de transparência administrativas. Trata-se, de uma entidade privada, sem fins lucrativos e com finalidade pública. Uma organização dessas não substitui o Estado – apenas complementa suas ações e o auxilia a resolver problemas socioambientais.

Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) têm toda autonomia administrativa e financeira, regendo-se por legislação específica, podendo firmar convênios, contratos, termos de parceria, termos de cooperação e articularem-se de forma conveniente, com órgãos ou entidades públicas e privadas, assim como, com empresas e instituições nacionais e estrangeiras.

O Projeto Lontra

Eis o principal e mais antigo projeto de pesquisa e conservação desenvolvido pelo Instituto Ekko Brasil. É ele o responsável por toda a mobilização e esforço dispensados na idealização e concretização da criação do próprio Instituto. O Projeto Lontra tem quase 30 anos de história. Atualmente, as ações do Projeto abrangem a recuperação, conservação e ampliação do conhecimento técnico de lontras e outros integrantes da família Mustelidae. Os trabalhos são realizados através de dois Centros de Pesquisa, Conservação e Educação Ambiental em dois importantes biomas, um na Mata Atlântica e outro no Pantanal.

O Projeto tem a base principal situada na Ilha de Santa Catarina. Desde 2013, o Projeto Lontra possui uma base no Pantanal do Mato Grosso do Sul, na cidade de Aquidauana, onde também realiza pesquisa com as lontras e ariranhas selvagens. Em todos esses locais, o projeto, através da mobilização social, procura atingir pessoas de todas as idades para que elas possam entender a importância da conservação da biodiversidade.

O Projeto objetiva a recuperação e conservação da lontra neotropical (Lontra longicaudis) e da ariranha (Pteronura brasiliensis). O Projeto como um todo segue as boas práticas do PMBOK© e é organizado na forma de subprojetos, integrado entre si e tendo a mobilização social como tema transversal entre eles, de forma a atingir diferentes públicos com foco nas mulheres, negros, indígenas, comunidades tradicionais, crianças e jovens. A metodologia para as áreas de estudo do bioma Mata Atlântica e Pantanal inclui o geoprocessamento associado às coletas de dados em campo. 

A mobilização socioambiental e a educação ambiental são vistas como ferramentas para se atingir às várias metas propostas e estão intimamente integradas às pesquisas, objetivos e cronograma de execução. O turismo de conservação no Pantanal e Mata Atlântica, as mudanças climáticas, a conservação da água, e a conservação da biodiversidade, representam os temas principais abordados na Educação Ambiental, foco do tema transversal do Projeto. Através do tema transversal busca-se a co-participação e a co-responsabilidade da comunidade para com o Projeto, por meio de ações que possam levar a ganhos econômicos e melhoria de qualidade de vida, associados a conservação da biodiversidade.  Dessa forma, o conhecimento produzido é utilizado para a modificação de uma realidade adversa, com o envolvimento ativo dos pesquisadores (pesquisa-ação) e apoio técnico institucional. Por exemplo, a proposta do turismo de conservação é fundamentada na auto-sustentabilidade e na geração de informações.  Esses aspectos podem ser empregados para auxiliar no planejamento e gestão dos recursos naturais, além de ajudar na geração de empregos indiretos para os atores locais. A estratégia de comunicação tem por objetivo informar, de forma clara e compreensiva, o valor do projeto, ou seja, o que o projeto, por meio de suas atividades, sub-projetos, produtos e serviços, tem para oferecer ao seu público-alvo (stakeholders). Os resultados esperados incluem a criação de bancos de dados sócio-econômicos e ambientais, o estudo da densidade e distribuição de ariranhas e lontras, o conhecimento do efeito do cativeiro no stress do animal, a determinação da maturidade sexual da espécie, o entendimento dos padrões etológicos, natos e inatos, dos indivíduos em cativeiro, além de procurar criar um sentimento de responsabilidade social quanto aos problemas enfrentados ou a serem enfrentados.